logo-mini

“ Há tempos não pensamos neste sentido de pobreza, e como este sentido está ligado minimamente em nosso desenvolvimento, e como percebemos o outro e o mundo. Após conhecer e estudar com o Professor Esteban, fiquei ainda mais apaixonada pelos estudos das relações humanas, e como foi autotransformador saber dessas coisas que eu não sabia. Boa leitura! – Paula Martucci”

Pobreza… Seguimos

Já vimos que a queixa é uma das emoções que nos acorrenta a pobreza. Agora façamos a pergunta: Como sair dela?

Bem, primeiro é necessário saber o que é riqueza, por certo o leitor terá percebido que não se trata de condição de pobreza econômica. Então digo que riqueza é a emoção que abre possibilidades, e coloca o mundo em suas mãos. Ao contrário, a pobreza fecha as possibilidades e obscurece o olhar

Ofereço algumas reflexões. Em primeiro lugar estar consciente de onde se está quando se questiona é muito importante, pois, não é possível se questionar sobre a pobreza estando dentro da pobreza. Então ao tomarmos conhecimento e nos abrirmos à possibilidade de olhar os fundamentos de nosso diálogo é que nos abrimos à possibilidade de escolher entre permanecer ou sair da situação.

Sair de onde? Sair do espaço emocional da pobreza, do diálogo da pobreza, da psique da pobreza. Sendo a pobreza uma forma de estar no mundo, uma emoção, podemos mudar esta forma modificando a emoção.

Vejamos, na prática de vida de um artista e de sua obra, é possível que ele se movimente e navegue num mar de emoções com diversas sensações, contudo ainda que sua obra esteja mostrando a dor, o que ocorre em sua obra é a emoção criativa, esta emoção é o que sustenta o seu fazer.

Então ainda que este artista e sua obra se mova por inúmeras emoções, sempre estará presente a emoção que fundamentou sua arte, esta emoção criadora. Ele está sempre parado sobre a emoção criativa, e a partir daí se move num mundo de possibilidades, mundo que se torna real na sua criação.

Podemos observar agora os fundamentos da pobreza, já vimos que é um estado, uma forma de estar no mundo, e que é possível sair daí mudando a emoção que a reveste, entre outras, a queixa. Enquanto me mantiver atado a emoção que envolve a pobreza,pode ser que tudo mude ao meu em torno, exceto a minha condição de pobreza, e mais, posso ter êxito econômico e seguir na pobreza.

Do mesmo modo que o artista mantém a emoção criativa, o pobre mantém a emoção negadora de si mesmo, e surge legitimamente a pergunta O que conservamos em nossa vida que faz com que nosso mundo seja de pobreza?

Bem se nos dermos conta que é o que estamos conservando neste modo de vida, podemos abrir espaços para mudanças em todo o resto da nossa experiência de vida. Portanto, a saída não tem nenhuma relação com a economia, se relaciona com a emoção que envolve a riqueza. E como posso mudar esta emoção? Mudando o diálogo; E como mudo o diálogo? Mudando a cultura; E como mudo a cultura? Tendo a consciência de estar presente e aceitando as consequências das decisões que tomo, ainda que sejam dolorosas. Por exemplo, sair de um espaço relacional em que me encontro conservando a minha própria negação e construir um mundo onde apareço primeiro, como criativo e ético

Del Livro Pobreza

Esteban Rojas Guevara – Sanny Correia


Sobre o Autor:

Analista de Sistemas ( Universidade do Chile)
Pós- Graduado em Engenharia (Usach)
Auditor Líder em Qualidade (Bureau Veritas)
Coach Ontológico (Gestão e Liderança Dr. Fernando Flores)
Diplomado em Biologia Cultural (Dr. Humberto Maturana)
Pós- Graduado em Biologia do Conhecer e da Comunicação Humana (Universidade do Chile)

Autor dos Sistemas de Conversações, modelo construtivista para aplicações informáticas.

Expert na informatização de procesos de negocios e sistêmicos, com 30 anos de experiência, expert em processos produtivos.

Desde 1991 começou o caminho de compreender a Teoria do Conhecer e do Amar baseados no trabalho do Ph.D. Humberto Maturana Romesín e Ph.D. Francisco Varela, caminho que vem fazendo o trabalho do Ph.D. Jorge Mpodozis Marín, grupo de científicos que vem abrindo posibilidades respeitáveis no entendimento da Biologia do Conhecer, tanto no Chile como no resto do mundo. Começamos muito perto dos sistemas de informática e da incorporação da ontologia da linguagem do Ph.D. Fernando Flores Labra em seus proprios sistemas de informação, passando pela compreensão da psiquê da comunicação humana para terminar em 2012 ampliando a visão com a Biologia Cultural, diplomando-se com o Ph.D. Humberto Maturana Romensín .

Atual coordenador de extensão: Laboratório de Neurobiologia e Biologia do Conhecer, Universidade do Chile.


Deixe seu comentário